Quem olha a orla do Gonzaga hoje, com o calçadão cheio e os prédios de frente pro mar, dificilmente imagina que tudo ali começou num bar. Um apartamento de 360 m² da nossa carteira, de frente pra essa praia, foi o pretexto para voltar à história do bairro mais movimentado de Santos.
O bar que virou nome de bairro
No fim do século 19, Luís Antônio Gonzaga mantinha um bar em frente à praia, perto de onde hoje funciona uma agência da Caixa. Ao lado ficava um ponto dos bondes que vinham do Centro, e “vamos ao bar do Gonzaga” virou o jeito de nomear a região, como conta o historiador José Dionísio de Almeida, da Fundação Arquivo e Memória de Santos.
A formação do bairro é de 1889, e a Câmara de Santos instituiu, pela lei 3.474/1967, o 21 de junho como a data oficial do bairro, em alusão ao aniversário do dono do bar.

A esquina onde a história começou: ali ficava o Bar do Gonzaga. Foto: Chico Arrais/Prefeitura de Santos.
A Praia da Barra
Antes de o nome pegar, a praia dali era chamada de Praia da Barra. E foi o próprio dono do bar quem instalou as primeiras cabines de banho da praia, em frente ao estabelecimento, para quem queria se lavar antes de voltar pra casa.
A avenida que ligou o Centro à praia
A orla de Santos só foi ocupada de verdade a partir dos anos 1950, depois que a via Anchieta, inaugurada em 1947, encurtou o caminho de São Paulo. O Gonzaga saiu na frente: já no fim do século 19 existia a ligação do Centro com a praia pela avenida que viria a se chamar Ana Costa.
O nome da avenida homenageia Ana Costa, esposa de Mathias da Costa, dono de uma empresa de bondes e carros puxados a burro que fazia esse trajeto.
Da Cinelândia ao Roxy
Houve um tempo em que o bairro concentrava tantos cinemas que era chamado de “Cinelândia”: Indaiá, Praia Palace, Atlântico, Independência, Cassino, Gonzaga, Iporanga e Roxy.
Desses, sobrou o Cine Roxy, cinema de rua com quase 90 anos de história e hoje cinco salas, além do Cine Arte Posto 4, na orla, dedicado ao cinema de arte.
O bairro onde tudo se resolve a pé
A Prefeitura contabiliza cerca de 1.600 estabelecimentos no Gonzaga, entre lojas de rua, galerias e três shoppings — Balneário, Miramar e Iporanga —, além de policlínica e duas escolas municipais.
A rotina completa o quadro: feira livre aos domingos de manhã e a praia como quintal. Não à toa, morador antigo do bairro conta que o carro praticamente não sai da garagem.
O que isso significa para quem compra no Gonzaga
Bairro consolidado há mais de um século não tem estoque novo infinito. Quem procura apartamento grande, de frente pro mar, disputa um número limitado de prédios na primeira quadra da orla.
A conta que vale fazer é a do uso: no Gonzaga, o metro quadrado compra também a rotina a pé, o comércio na porta e o mar na janela. É um perfil de imóvel que aparece pouco, em qualquer carteira da cidade.
A Velo Select no Gonzaga
A Velo Select faz curadoria imobiliária em Santos e acompanha o Gonzaga de perto — neste momento, com um apartamento de 360 m² com vista mar publicado na carteira. Se você procura imóvel no bairro, a conversa começa no botão abaixo.