
IGP-M acumulado em 12 meses sobe para 5,24% em outubro
O IGP-M subiu 1,47% em outubro e o acumulado em 12 meses foi a 5,24%, contra 3,34% até setembro. Veja o que isso muda para quem tem aluguel reajustado em novembro e o que conferir no contrato.
O nome do bairro mais movimentado da orla santista veio de um bar em frente à praia. A história do Gonzaga, e o que ela significa para quem procura um imóvel por lá.

Quem olha a orla do Gonzaga hoje, com o calçadão cheio e os prédios de frente pro mar, dificilmente imagina que tudo ali começou num bar. Um apartamento de 360 m² da nossa carteira, de frente pra essa praia, foi o pretexto para voltar à história do bairro mais movimentado de Santos.
No fim do século 19, Luís Antônio Gonzaga mantinha um bar em frente à praia, perto de onde hoje funciona uma agência da Caixa. Ao lado ficava um ponto dos bondes que vinham do Centro, e “vamos ao bar do Gonzaga” virou o jeito de nomear a região, como conta o historiador José Dionísio de Almeida, da Fundação Arquivo e Memória de Santos.
A formação do bairro é de 1889, e a Câmara de Santos instituiu, pela lei 3.474/1967, o 21 de junho como a data oficial do bairro, em alusão ao aniversário do dono do bar.

A esquina onde a história começou: ali ficava o Bar do Gonzaga. Foto: Chico Arrais/Prefeitura de Santos.
Antes de o nome pegar, a praia dali era chamada de Praia da Barra. E foi o próprio dono do bar quem instalou as primeiras cabines de banho da praia, em frente ao estabelecimento, para quem queria se lavar antes de voltar pra casa.
A orla de Santos só foi ocupada de verdade a partir dos anos 1950, depois que a via Anchieta, inaugurada em 1947, encurtou o caminho de São Paulo. O Gonzaga saiu na frente: já no fim do século 19 existia a ligação do Centro com a praia pela avenida que viria a se chamar Ana Costa.
O nome da avenida homenageia Ana Costa, esposa de Mathias da Costa, dono de uma empresa de bondes e carros puxados a burro que fazia esse trajeto.
Houve um tempo em que o bairro concentrava tantos cinemas que era chamado de “Cinelândia”: Indaiá, Praia Palace, Atlântico, Independência, Cassino, Gonzaga, Iporanga e Roxy.
Desses, sobrou o Cine Roxy, cinema de rua com quase 90 anos de história e hoje cinco salas, além do Cine Arte Posto 4, na orla, dedicado ao cinema de arte.
A Prefeitura contabiliza cerca de 1.600 estabelecimentos no Gonzaga, entre lojas de rua, galerias e três shoppings — Balneário, Miramar e Iporanga —, além de policlínica e duas escolas municipais.
A rotina completa o quadro: feira livre aos domingos de manhã e a praia como quintal. Não à toa, morador antigo do bairro conta que o carro praticamente não sai da garagem.
Bairro consolidado há mais de um século não tem estoque novo infinito. Quem procura apartamento grande, de frente pro mar, disputa um número limitado de prédios na primeira quadra da orla.
A conta que vale fazer é a do uso: no Gonzaga, o metro quadrado compra também a rotina a pé, o comércio na porta e o mar na janela. É um perfil de imóvel que aparece pouco, em qualquer carteira da cidade.
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O IGP-M subiu 1,47% em outubro e o acumulado em 12 meses foi a 5,24%, contra 3,34% até setembro. Veja o que isso muda para quem tem aluguel reajustado em novembro e o que conferir no contrato.

Os canais de Santos estão recebendo conserto de rachaduras, pintura e limpeza. No canal 1, entre o Marapé e a Vila Belmiro, a previsão da Prefeitura é terminar em dezembro. Veja o que já acabou e o que vem depois, canal por canal.

No Boqueirão, de frente para a praia, a Pinacoteca Benedicto Calixto ocupa o último casarão da época áurea do café que restou na orla de Santos. Foi casa de família, asilo, pensionato e cortiço antes de virar museu, com entrada gratuita.