Poucos nomes de bairro em Santos descrevem tão bem a geografia do lugar. Marapé vem do tupi e quer dizer, em tradução corrente, caminho do mar — que é exatamente o que a várzea entre o morro e a praia sempre foi.
De Perapé a Marapé
A palavra passou por versões antes de virar o nome atual. Aparece como Perapé e, em escrituras antigas, como Parapé, até se fixar em Marapé. A leitura mais aceita decompõe o termo em pera (mar) e pé (caminho).
Há uma interpretação divergente, do historiador Francisco Martins dos Santos, que atribui ao termo origem semita, com o sentido de várzea ou campo de pouca vegetação. A leitura tupi é a predominante, mas vale registrar que o assunto não é unânime.

O Marapé visto do alto, entre o morro e a cidade. Foto: Prefeitura de Santos.
Onde o bairro fica
O Marapé está a cerca de dois quilômetros da praia, ao pé dos morros do Marapé e de Santa Teresinha. É uma área de várzea que ficou entre o morro e o mar, ocupada principalmente por trabalhadores a partir dos anos 1940.
A data oficial do bairro é 13 de junho de 1954, quando foi fundada a Sociedade de Melhoramentos do Marapé — o mesmo tipo de associação de moradores que marcou o aniversário de vários bairros santistas.
Como é hoje
O Marapé é residencial e tem hoje mais de 20 mil moradores. A paisagem mistura casas, prédios baixos de três a cinco andares e, mais recentemente, empreendimentos maiores que trouxeram comércio novo para as ruas principais.
Para quem procura imóvel
Por não ser bairro de orla, o Marapé costuma apresentar valor por metro quadrado bem abaixo do praticado na praia, com a compensação de estar a poucos minutos dela de carro ou de ônibus.
É a escolha de quem prioriza espaço e custo sobre endereço de praia, e de quem quer ficar perto do morro, com vista aberta para a cidade.
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