A praia termina aqui. Depois da Ponta da Praia não há mais areia: começa o canal por onde entram e saem os navios do maior porto da América Latina, e é esse o espetáculo que faz o bairro ter movimento próprio.
Uma praia que é mirante
O trecho final da orla tem pedras, enrocamento e uma faixa de areia estreita. Não é praia de mergulho como o Gonzaga ou o Boqueirão; é praia de sentar e olhar. Do calçadão passam navios porta-contêiner a poucas centenas de metros, tão perto que dá para ler o nome no casco.

O fim de tarde no canal, na Ponta da Praia. Foto: Vandinha Moura/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
O emissário submarino e o parque
Avançando sobre o mar está o emissário submarino, estrutura do sistema de esgoto da cidade que virou, na prática, um píer. Em volta dele foi construído o Parque Roberto Mário Santini, com deck de madeira sobre a água, quiosques e a escultura vermelha de Tomie Ohtake na ponta, hoje um dos cartões-postais da cidade.
O Deck do Pescador
Ao lado, o Deck do Pescador concentra a pesca amadora e os barcos de passeio. É o ponto onde a cidade encosta no estuário, e um dos poucos lugares de Santos onde a rotina do porto vira paisagem cotidiana.
No mesmo trecho estão o Aquário de Santos e o terminal do ferry que atravessa para o Guarujá, movimento que sustenta comércio e serviço no bairro o ano inteiro.
Morar na Ponta da Praia
A Ponta da Praia é um bairro residencial com vida de bairro: escola, mercado, feira e comércio de rua a distância de caminhada. Por estar na ponta, tem trânsito de passagem menor que o miolo da orla.
A contrapartida é a distância do centro comercial da cidade, e é justamente ela que costuma manter o metro quadrado abaixo do praticado no Gonzaga para imóveis equivalentes.
A Velo Select na Ponta da Praia
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