O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros a 14% ao ano, segundo decisão publicada em 5 de agosto de 2026. Foi a quarta redução seguida da taxa, em decisão unânime do colegiado.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O que decidiu o Copom
O ciclo atual de cortes começou em março de 2026, quando a Selic saiu de 15% — patamar mantido desde junho de 2025 — para 14,75%. Com o corte de agosto, a taxa chega a 14% ao ano. Em comunicado, o Banco Central reforçou que o cenário segue marcado por incerteza elevada e riscos de inflação "mais elevados que o usual", e que a magnitude do ciclo de cortes será definida "à luz de novas informações", pedindo "serenidade e cautela na condução da política monetária".
Por que o corte já era esperado
O resultado era amplamente antecipado pelo mercado. A prévia da inflação de julho, medida pelo IPCA-15, veio com alta marginal de 0,06% no mês, abaixo do esperado, levando o acumulado em 12 meses a 4,52% — próximo do teto da meta perseguida pelo Banco Central (3%, com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo). Esse comportamento mais comportado dos preços abriu espaço para o corte.
Como a Selic pesa no financiamento de um imóvel
A Selic funciona como referência para o custo do crédito no país. Quando ela cai, o custo de captação dos bancos tende a ficar mais barato ao longo do tempo, o que historicamente se reflete, com defasagem, nas taxas de financiamento imobiliário oferecidas ao consumidor. O próprio Banco Central sinalizou que o ritmo dos próximos cortes será gradual e dependente dos dados, o que significa que qualquer efeito sobre as taxas de financiamento também tende a ser progressivo, não imediato.
O que isso significa para quem compra em Santos
Para quem está organizando a compra de um imóvel, o corte da Selic é um sinal de cenário a acompanhar, não uma garantia de parcela menor amanhã. Vale simular o financiamento periodicamente junto ao banco escolhido e comparar as condições vigentes antes de fechar negócio — as taxas de financiamento imobiliário respondem à Selic com atraso e dependem também da política de cada instituição.
Para quem vende ou já tem imóvel na carteira
Um cenário de juros em trajetória de queda tende a ampliar, com o tempo, o número de compradores com crédito aprovado — o que sustenta a demanda no médio prazo. Isso não é uma previsão de valorização; é apenas o comportamento histórico do crédito imobiliário diante de ciclos de corte de juros.
A Velo Select acompanha o cenário para você
A Velo Select acompanha de perto os indicadores que afetam o crédito e a demanda por imóveis em Santos, para orientar decisões com dados atualizados. Para conhecer o portfólio disponível na cidade, veja os imóveis selecionados.